Superação! Esta é a palavra que define o time do Pelotas contra o Porto Alegre, domingo à tarde. Da arquibancada ao campo predominou o espírito espartano. O time esteve muito bem - mesmo nos momentos em que sofria sufoco. Mais uma vez a dupla de ataque - Michel e Jorge, brilhou. Uma escapada de Michel pela direita, aos 34, 35 minutos, resultou no primeiro gol do Lobão. Foi um cruzamento milimétrico, que Jorge aproveitou muito bem. O goleiro Bastos, do Porto Alegre, ficou catando moscas. A torcida - o décimo segundo torcedor, vibrou na arquibancada. Era o primeiro passo para a construção da grande vitória, que poderia ter sido mais expressiva se Jorge não tivesse desperdiçado dois gols.
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Se Jorge não converteu, Michel, aos 11 minutos do segundo tempo, não deixou por menos. Uma bomba no ângulo de Bastos acordou a dorminhoca coruja. Dois a zero no placar. Estava se desenhando um segundo tempo mais calmo, com o Pelotas administrando a vitória. Entretanto, o Porto Alegre fez seu gol aos 31 minutos, através de Bruno. A partir deste lance, o jogo incendiou-se. A Boca se transformou no palco de uma fantástica epopéia. Da arquibancada às quatro linhas os 300 decididamente se fizeram presentes, alojando na ponta das chuteiras dos jogadores os respectivos corações. Foi uma tarde para lavar a alma, sobretudo porque havia, meio aos guerreiros, uma infiltração inimiga, a charanga do Brasil, que foi murchando, murchando, até reduzir-se a uma insignificância. Parabéns aos 300 espartanos da Boca na linda tarde vestida de azul e ouro!
Manoel Soares Magalhães.
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