sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Jorge Preá, o predestinado.

Existem pessoas predestinadas. Ainda que se não veja existe em suas frontes o invisível selo da predestinação. Penso que Jorge Preá, que engordou seu farnel de gols na primeira fase da segundona, é uma dessas pessoas. Anda afastado da artilharia por esotéricas forças, ressentindo-se da lesão. Por causa disso, imagino que em sua mente habite pensamentos funestos, sombrios, que o enfraquecem física e psicologicamente. Em campo, para a sua e nossa frustração, a bola escapa de seu domínio, mais elétrica e revolucionária que nunca, zombando de sua expectativa. Imagina-a cândida, mansa, para que possa, num mínimo lapso de tempo, enfiá-la por entre as pernas dos aturdidos beques e, com exaltação, fazê-la aninhar-se nas redes. Ele sonha com isso. Desespera-se. Repete inúmeras vezes o nervoso e compulsivo sinal da cruz, agradecendo graças que, sabe-se lá por que, o Criador não concede. Seu radioso sorriso, que nos contagiou desde o início, anda apagado como sol de inverno. Porém, como disse acima, considero-o um predestinado. Por esta razão, encaro a expulsão de Flávio Dias, no domingo passado, ainda que injusta, uma artimanha do destino, que deseja vê-lo entre os guerreiros na decisão de sábado. Almeja, em sua máxima imponderabilidade, restituir-lhe o sorriso, a alegria, e por tabela, devolver-nos a felicidade. Portanto, sábado, Jorge Preá, o predestinado, entrará em campo para estufar as redes do Internacional de Santa Maria, para fazer a sua... A nossa alegria!
Manoel Soares Magalhães.