quarta-feira, 18 de julho de 2007

De fraque e cartola

Pois é, o meia Alexandro Goiano, na vitória de 4 a 0 sobre o Ipiranga de Sarandi, jogou de fraque e cartola. Foi, indiscutivelmente, sua melhor apresentação pelo Lobão. Não que o resto do time tenha se mostrado mal em campo. Pelo contrário, andou bem entrosado, em mais de um momento fulminante. Mas Goiano foi de encher os olhos de mel. Bom marcador, triblador, ele comandou a primeira vitória do Pelotas na abertura do octogonal. Enfiou a bola na rede duas vezes.
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Poderia ter sido três se o árbitro não tivesse estabelecido o primeiro gol, na cobrança de escanteio, como sendo do goleiro, que se imaginou jogando vôlei, empurrando a bola às redes. Mas tudo bem. Endiabrado, sofreu penalidade máxima, que ele mesmo cobrou com elegância. Depois, no segundo tempo, numa excelente troca de passes no ataque, a bola sobrou para ele na frente do goleiro. Não deixou por menos, não. Guardou-a no fundo das malhas, destino, por assim dizer, de qualquer bola de futebol bem jogada. A torcida foi à loucura na arquibancada.
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Torcida, aliás, que se fez presente na linda tarde de domingo, que despejou maná sobre a Boca. Tudo deu certo. Quem duvida? Eu não duvidaria, pois até zagueiro andou fazendo gol. Rudi, de cabeça, meio aos zagueiros do Ipiranga – ou seriam baratas tontas? Quem ficou em casa, enfiado no pijama, vendo televisão, ou foi adoçar a vida na Fenadoce, perdeu uma excelente partida de futebol. Esta aberto o octogonal. O Lobão, com competência, disciplina tática e valores individuais indiscutíveis, candidata-se, definitivamente, a uma das vagas à Primeira Divisão. Que assim seja!
Manoel Soares Magalhães.

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