quarta-feira, 11 de julho de 2007

Firulucum Ativos

Pois é, o ser humano sempre temeu doenças, pestes principalmente. Por exemplo, a pandemia que assolou a Europa, no século XIV, dizimou cerca de 25 milhões de pessoas, por assim dizer um terço da população da época. Causada pela bactéria Yersinia pestis, é transmitida ao homem através das pulgas dos ratos pretos – o Rattus rattus, bem como por outros roedores. Hoje em dia, felizmente, doenças epidêmicas com essa gravidade parecem erradicadas do Planeta. Entretanto, existe uma peste terrível, que ataca principalmente os jogadores de futebol. Chama-se o Mal da Firula, decorrente da bactéria Firulucun Ativos, que não é transmitida ao jogador por nenhuma espécie animal. Este parasito vegetal unicelular é fecundado pelo próprio atleta, encontrando condições para se desenvolver quando pressente avançado estágio de vaidade no organismo do qual é hospedeiro.
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Espero, honestamente, que os jogadores do Esporte Clube Pelotas, nesta fase que se inicia agora, o octogonal decisivo, estejam conscientes da existência desta praga, abdicando das indesejáveis firulas em campo, notadamente os zagueiros, que têm de se conscientizarem de que não podem brincar na pequena e na grande área. Mas, vale dizer, que a preocupação vai além da zaga. A conscientização deve passar pelos alas, meias e atacantes. Enfim, o time inteiro deve se proteger do maldito Firulucun Ativos. E a prova de que realmente não estão contaminados começa domingo, na Boca, contra o Ipiranga de Sarandi. A paixão e a seriedade que move um soldado talibã devem manifestar-se em cada um dos atletas que adentrarem ao campo. Prescindindo da vaidade, claro, pois o Firulucun Ativos esta, sempre, à espreita.
Manoel Soares Magalhães.

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