quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Em traje de Gala.

A verdade é a seguinte. Sempre que Pelotas e Rio Grande se enfrentam é um acontecimento. Afinal, juntando os dois times, são praticamente 206 anos de vida. Mais de dois séculos de existência. Um marco no futebol gaúcho. Quarta-feira, às 15h, no Arthur Lawson, na vizinha cidade – a simpática Noiva do Mar, os vovôs estarão outra vez frente a frente em mais uma rodada do octogonal decisivo da segundona de 2007. O torcedor que entrar no estádio, seja do Pelotas ou do Rio Grande, tem de estar ciente de que deve fazê-lo com respeito e reverência, pois a história de ambos os times assim o exige. Independentemente da posição da tabela – o Lobão em primeiro e o time riograndino em último, deve haver por parte das torcidas a consciência da posição que ambos ostentam na história do futebol gaúcho. Acho mais. Os jogadores, por força desta tradição, deveriam entrar em campo em trajes de gala, sob o som do hino das respectivas equipes. Um ato solene, amigos. Um enfático e caloroso instante na vida destes dois anciões que brilham intensamente como estrelas no firmamento. Já vai longe a época em que Johannes Christian Moritz Minnemann, fundador do Rio Grande a 19 de julho de 1900, e, respectivamente, Joaquim Luiz Osório, Leopoldo de Souza Soares, Francisco Rheingasntz e João Frederico Nebel, fundaram o Esporte Clube Pelotas a 11 de outubro de 1908. Entretanto, ao longo desta fantástica trajetória de sucesso, ambos os times sofreram reveses, cuja conseqüência foi à queda para a Segunda Divisão do futebol Gaúcho. Entretanto, com muita força, sobretudo com espírito esportivo, os clubes lutam para voltar à elite do futebol no Rio Grande do Sul. Seria fantástico se tanto um quanto o outro pudesse chegar a tão almejado objetivo. A sorte, porém, esta sendo madrasta para com a equipe riograndina. O mesmo destino, entretanto, parece não estar reservado ao áureo-cerúleo da Boca do Lobo. O jogo de amanhã, portanto, será, como sempre, uma grande e histórica partida. Outra página a somar-se a cintilante trajetória de Pelotas e Rio Grande.
Manoel Soares Magalhães.

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